A ISO 4210-7:2023 fixa na tabela 1 a força do ensaio de resistência estática de roda: 370 N para mountain bike e 250 N para urbana e trekking, jovem adulto e speed, 48 % a menos. A força é perpendicular ao plano da roda e, na traseira, é aplicada do lado do cassete. O ensaio mede deformação permanente, não deflexão elástica: registra-se a posição do aro, carrega-se por um minuto, descarrega-se, deixa-se acomodar outro minuto e mede-se de novo.
É a norma que decide se uma roda passa ou não, e quase ninguém abriu o documento.
A tabela 1 da norma fixa duas forças para o ensaio de resistência estática de roda: 370 N e 250 N, aplicadas perpendicular ao plano da roda. Na traseira, a carga entra pelo lado do cassete, não pelo oposto.
O que se registra não é quanto o aro se move sob carga, é quanto ele fica deslocado depois de retirar a força. O procedimento anota a posição do aro, carrega por um minuto, descarrega, deixa acomodar outro minuto e mede de novo. É deformação permanente, não a deflexão elástica que aparece enquanto a força ainda está aplicada.
A norma reconhece quatro tipos de bicicleta: urbana e trekking, jovem adulto, mountain bike e speed. Três dos quatro compartilham os 250 N; só o mountain bike sobe para 370 N.
370 contra 250 N é 48 % a mais, cálculo nosso sobre as duas cifras publicadas. A norma não explica o motivo do salto no texto que lemos; o número está na tabela, não a justificativa.
A parte 7 tem 10 páginas, editada pelo comitê ISO/TC 149/SC 1, edição 2, de janeiro de 2023. Lemos inteira e não há um único valor em milímetros: nem de desalinhamento, nem de tolerância, nada que se meça com paquímetro.
O único trecho do próprio texto da norma que reproduzimos é o escopo, que a ISO publica livremente no catálogo: especifica os métodos de ensaio de roda e aro para a ISO 4210-2. Os limiares — o deslocamento que decide aprovação ou reprovação — estão na ISO 4210-2:2023, norma paga que não lemos. Não podemos afirmar o que ela diz, só que existe e cobre esse ponto.
Os quatro tipos que a norma reconhece não incluem downhill nem BMX: zero ocorrências dessas palavras no documento. Procure ali o ensaio de uma roda de downhill e não vai achar.
Isso não quer dizer que essas bicicletas não sejam ensaiadas sob nenhum padrão, quer dizer que esta norma específica não as nomeia. Para downhill e BMX é preciso olhar em outro lugar, não na 4210-7.
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370 N, segundo a tabela 1 da norma.
250 N, em urbana e trekking, jovem adulto e speed: 48 % a menos que no mountain bike, cálculo nosso sobre as duas cifras publicadas.
Perpendicular ao plano da roda; na traseira, do lado do cassete.
Não. As 10 páginas da parte 7 não trazem um único valor em milímetros. O limiar está na ISO 4210-2:2023, que é paga e não lemos.
Não. Essas palavras não aparecem nenhuma vez no documento; a norma reconhece quatro tipos: urbana e trekking, jovem adulto, mountain bike e speed.
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