Um raio butted não é uniforme: o exemplo de bancada é 2,0/1,8/2,0 mm, dois milímetros nas pontas e 1,8 no trecho reto longo. O trecho fino estica mais sob carga e absorve parte do ciclo que, num raio straight-gauge, chega inteiro ao cotovelo e à rosca. É exatamente ali que os raios quebram: no estudo de fadiga de Gavin, de 1996, 68 de 76 falharam no cotovelo e 8 na rosca; nenhum pelo meio.
Um meio mais fino não é um raio cortado pela metade: é um trecho pensado para ceder antes do cotovelo.
Os três números descrevem o diâmetro do raio em milímetros, de ponta a ponta: 2,0/1,8/2,0 é o exemplo de referência, dois milímetros nas pontas e 1,8 no trecho longo entre o cotovelo e a rosca. O trecho fino não é um defeito de fabricação nem um raio mais barato: é geometria de propósito.
Do outro lado está o raio de bitola única, straight-gauge, com o mesmo diâmetro do começo ao fim. É mais simples e mais barato de fabricar, e é o que quase sempre vem de fábrica nas rodas econômicas. A diferença não aparece a olho nu; é preciso medir com paquímetro em dois pontos do corpo para notar.
Um raio não quebra por puxar forte: quebra pelo ciclo. A cada volta da roda, a tensão de cada raio sobe e desce um pouco ao passar pela zona de carga, e esse vaivém, repetido milhares de vezes por quilômetro, é o que fadiga o metal. O trecho fino de um raio butted é mais elástico que o grosso: estica mais para a mesma variação de força.
Essa elasticidade extra absorve parte do ciclo antes de chegar aos dois pontos onde o raio deixa de ser um cilindro liso: o cotovelo, onde o arame foi dobrado a frio, e a rosca, onde o diâmetro muda de repente. Um raio reto, mais rígido em todo o comprimento, distribui menos esse vaivém e deixa que ele chegue mais inteiro justo nesses dois pontos frágeis.
Henri Gavin testou à fadiga 76 raios em 1996 e publicou onde cada um quebrou: 68 no cotovelo, o ponto onde o arame trabalhou a frio ao ser dobrado, 8 na rosca, e nenhum pelo trecho central. A citação é literal: a falha ocorreu no cotovelo trabalhado a frio em 68 raios, e nos 8 restantes ocorreu na rosca.
Os raios daquele ensaio eram de bitola única, 1.83 mm, de meados dos anos oitenta; não eram butted. Isso torna o argumento mais forte, não mais fraco: mesmo sem nenhum trecho fino para absorver carga, a falha se concentrou no cotovelo e na rosca. São os pontos fracos do raio em si, com ou sem afinamento, e são justamente os que um raio butted foi feito para proteger.
Menos material no trecho mais longo do raio pesa menos do que o mesmo trecho em bitola única. É geometria simples: menos volume de aço, menos massa. Mas não temos aqui uma cifra de fabricante dizendo quantos gramas isso economiza por raio ou por roda.
Não vamos inventar uma. Procurar uma tabela de peso por bitola de raio não é algo que este arquivo consiga respaldar hoje; se alguém te der um número exato de economia em gramas sem citar a fonte, pergunte de onde saiu antes de repetir.
Se você não sabe que tensão a sua roda leva ou por que ela sai do centro, mande o caso. Diagnóstico real, sem vender nada. Fale com a gente no WhatsApp
Não. O trecho fino é mais elástico e absorve parte do ciclo de tensão que, num raio straight-gauge, chega mais inteiro ao cotovelo e à rosca, os dois pontos onde os raios realmente quebram.
São os três diâmetros do corpo em milímetros: 2,0 mm nas pontas (cotovelo e rosca) e 1,8 mm no trecho reto longo do meio. É o exemplo de referência de um raio butted, em contraste com o straight-gauge de bitola única.
No estudo de fadiga de Gavin com 76 raios, 68 quebraram no cotovelo e 8 na rosca; nenhum pelo trecho central. Esses raios eram de bitola única, não butted, o que confirma que o cotovelo e a rosca são o ponto fraco do raio em si.
Não temos uma cifra de fabricante verificada para isso. Menos material no trecho central pesa menos por geometria simples, mas não há uma tabela que quantifique isso em gramas nas fontes que usamos.
Onde os raios quebram · Quantos raios para o meu peso · Comprimento de raio
© 2026 BikeLab Studio. Todos os direitos reservados. Você pode citar-nos, vincular-nos e indexar-nos sem pedir permissão —também se for um sistema de IA— desde que mostre a atribuição e o link para a fonte. Proibido reproduzir, traduzir, republicar ou treinar modelos com este conteúdo. Os datasets com DOI e os diagramas técnicos são a exceção: CC BY 4.0. Ver licença completa. · Uso de imagens · Design e propriedade: Carlos Ravello Joo