Rodas e raios · Glossário

A fórmula do comprimento de raio

Resposta rápida

O comprimento de um raio sai de L = √(R² + r² − 2Rr·cos a + d²) − h/2, com R o raio do círculo de furos do aro (ERD/2), r o do cubo (PCD/2), d a distância axial e a = 4π·X/n o ângulo entre furos. Um oráculo próprio confere por dois caminhos independentes — distância euclidiana em 3D e essa forma fechada — e os dois batem em 5,7e-14 mm em 513 combinações. O dado que mais pesa é o ERD: 1 mm de erro ali move o raio 0,495 mm, contra 0,156 mm pelo PCD e 0,121 mm pela distância axial.

Quatro medidas e um ângulo entram na fórmula; uma tomada errada aparece no raio inteiro.

O que precisa ser medido

Cinco dados entram na fórmula, e os cinco saem do cubo e do aro, não de uma tabela: o ERD, diâmetro efetivo do aro onde a cabeça do raio se apoia; o PCD do cubo, diâmetro do círculo de furos do flange; a distância axial d do plano central do cubo até cada flange; o número total de raios n; e o número de cruzamentos X que vai ser tecido.

O sexto dado é geométrico e quase nunca é mencionado: o diâmetro do furo do flange, h. O raio não nasce no centro desse círculo, e sim na borda do furo, e a fórmula subtrai a metade dele.

A fórmula, e o oráculo que confere

L = √(R² + r² − 2Rr·cos a + d²) − h/2, com R = ERD/2 e r = PCD/2. É geometria de triângulos no espaço, não um ensaio: deriva da posição tridimensional dos dois furos e da distância euclidiana entre eles, que é o outro caminho até o mesmo número.

O oráculo próprio calcula o comprimento pelos dois caminhos — distância euclidiana em 3D e a forma fechada acima — sobre 513 combinações de geometria, e os dois batem em 5,7e-14 mm. É derivado, não medido: ninguém ensaia isso numa bancada, decorre da estática e o código que valida está publicado.

O ângulo e o limite de cruzamentos

O ângulo a entre o furo do flange e o do aro é a = 4π·X/n, com n o número total de raios e X o número de cruzamentos. Com 32 raios a 3 cruzamentos, a = 67,5 graus.

O limite geométrico rígido é X < n/4: acima disso, o raio já não consegue cruzar tantas vezes sem esbarrar em si mesmo. O limite de oficina é mais curto que o geométrico: até 3 cruzamentos em 24 raios, até 4 em 32 e 36.

Por que o ERD manda

Dos três dados com sensibilidade conhecida, o ERD é o que mais move o resultado: 0,495 mm de raio por milímetro de erro no ERD, contra 0,156 mm por milímetro de erro no PCD e 0,121 mm por milímetro de erro na distância axial. Errar um milímetro medindo o aro é quase meio milímetro de raio errado.

Na geometria de referência do oráculo — ERD 590 mm, PCD 45 mm, 32 raios, 3 cruzamentos, furo de flange 2,6 mm —, o lado não motriz, com 35 mm de distância axial, dá 287,97 mm de raio; o motriz, com 17 mm, pede 1,6 mm a menos. Pedir o mesmo comprimento para os dois lados de uma roda traseira é o erro que se repete no balcão.

Fórmula
L = √(R² + r² − 2Rr·cos a + d²) − h/2
Ângulo entre furos
a = 4π·X/n · 32 raios a 3 cruzamentos = 67,5°
Limite de cruzamentos
X < n/4 · oficina: 3x em 24, 4x em 32 e 36
Sensibilidade ao ERD
0,495 mm de raio por mm de erro
Sensibilidade ao PCD
0,156 mm de raio por mm de erro
Sensibilidade à distância axial
0,121 mm de raio por mm de erro
Erro comum: Pedir o mesmo comprimento de raio para os dois lados de uma roda traseira. Na geometria de referência a diferença é de 1,6 mm entre o lado não motriz (35 mm de distância axial) e o motriz (17 mm): colocar o raio errado no lado errado deixa o outro sem rosca suficiente ou sem faixa de tensão.
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Perguntas frequentes

Quais dados preciso para calcular o comprimento de um raio?

ERD do aro, PCD do cubo, distância axial d de cada flange, número total de raios n, número de cruzamentos X, e o diâmetro do furo do flange h, que a fórmula subtrai pela metade.

Qual é a fórmula para calcular o comprimento de um raio?

L = √(R² + r² − 2Rr·cos a + d²) − h/2, com R = ERD/2 e r = PCD/2. Um oráculo próprio confere por dois caminhos independentes — distância euclidiana em 3D e essa forma fechada — e os dois batem em 5,7e-14 mm em 513 combinações.

Como se calcula o ângulo entre furos e quantos cruzamentos cabem?

O ângulo é a = 4π·X/n; com 32 raios a 3 cruzamentos dá 67,5 graus. O limite geométrico é X < n/4, mas o de oficina é mais curto: até 3 cruzamentos em 24 raios, até 4 em 32 e 36.

Por que um erro pequeno no ERD muda tanto o comprimento, e preciso de dois comprimentos numa traseira?

Porque o ERD é o dado com mais peso na fórmula: 1 mm de erro nele move o raio 0,495 mm, contra 0,156 mm pelo PCD e 0,121 mm pela distância axial. E quase sempre sim, dois comprimentos: na geometria de referência do oráculo, o lado não motriz (35 mm de distância axial) pede 1,6 mm a mais de raio que o motriz (17 mm).

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